domingo, 25 de maio de 2008

Danica Patrick, a mais popular em Indianapolis

New face of Indy Race
Danica Patrick may not be the best driver in the IndyCar Series, but she certainly seems to be the most popular.
Tom Strattman/Associated Press
Danica Patrick finished fourth in her first Indy 500
after making auto racing history by leading 19 laps.

INDIANAPOLIS 500
For Danica Patrick, the brickyard is her brickyard
Published this Sunday, May 25, 2008, in The New York Times:
http://www.nytimes.com/
2008/05/25/sports/othersports/25indy.html?8dpc=&pagewanted=all

Said about Danica:

“It helps everyone,” said Sarah Fisher, 27, who will be driving in her seventh Indy 500. “It helps the sport. It helps the sport grow and get into the mainstream. It helps the sport get an identity it couldn’t get otherwise.”

Tony George, the series founder, said Friday: “She’s captured the public’s attention. I don’t know if we do anything more than anyone else would do. We’re just fortunate that she’s in our series and wants to remain in our series.”

“I think if we would be shifting all of our marketing toward her, that would be a mistake,” Terry Angstadt, the president of the commercial division of the IndyCar Series, said last week. “But I think we would be absolutely crazy not to take full advantage of the attention she’s getting.”

Danica's words:

“I’m pretty girly outside the car,” she said.

“I am more interested in a candidate who does more things for the younger generation,” she said.

"Start a family with my husband (Paul Hospenthal) is not at the top of my priority list. But if life takes me that way, then it does,” she said.


Pretensão

A pretensão de criar um blog vem desde os tempos em que ouvi falar pela primeira vez da existência desse mass communication media. O maior empecilho, a causa de tanta demora, foi o fato de que não havia o computador pessoal, este do qual agora escrevo. Até recentemente, computador era um bem público para mim, pois dispunha tão somente daquele que a universidade onde trabalho como docente me concede. E pensava então que criar e manter um blog tinha de ser algo essencialmente doméstico, feito na paz de casa, no cantinho predileto. Bem, não sei se vou mudar de idéia a partir desse momento inaugural do blog, mas que há uma grande satisfação em estar fazendo isso como sonhado, cá isso é verdade.

Por que um blog? Bem, em primeiro lugar, dada minha condição de professor, sou daqueles que tem prazer em compartilhar o conhecimento adquirido, seja trabalhando ou entretendo, mas sempre com uma preocupação última em educar, tanto a mim quanto àqueles que me rodeiam. E o blog parece que vai aumentar o número dos que irão me rodear doravante. Não posso desprezar a utilidade que pode ter em relação à pesquisa, seja no que for, buscando sempre a melhoria da qualidade da vida, em todos os sentidos. Nem muito menos não pensar na possibilidade de servir como instrumento de solidariedade, de paz. Enfim, aberto aos mais amplos temas de discussão, pretendo que este blog sirva como instrumento de defesa e enriquecimento humanos.

Um projeto de pesquisa inédito

Cientistas querem descobrir mecanismos da crença religiosa
Mulher acende velas. Foto: AP
Grupo de Oxford pretende investigar os mecanismos da crença
Um novo projeto da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, pretende investigar as causas da popularidade da religião e os mecanismos da crença religiosa.

Inaugurado em fevereiro, o Cognition, Religion, and Theology Project (Projeto de Cognição, Religião e Teologia), quer identificar os fatores cognitivos que contribuem para a tendência generalizada que as pessoas têm de acreditar em Deus ou deuses.

Em entrevista à BBC Brasil, Justin Barrett, um diretores do projeto, afirmou que a pesquisa a ser desenvolvida pelo grupo será interdisciplinar, ou seja, contará com pesquisadores de áreas distintas como a antropologia, filosofia, teologia, entre outras.

"Além disso, pretendemos trabalhar com crenças religiosas de todo o tipo, em uma perspectiva cultural diversa – queremos investigar os mecanismos da crença em fantasmas, fenômenos sobrenaturais, etc.", disse Barrett.

O cientista ressaltou que, apesar de a crença religiosa ser tão difundida, a razão pela qual as pessoas possuem essas crenças ainda é pouco conhecida do ponto de vista científico e, principalmente, cognitivo.

"Se fala muito em o que é bom ou ruim, se a religião faz bem ou não, mas a realidade é que, da perspectiva científica, ainda há muito a ser estudado e poucas pesquisas. Portanto, qualquer afirmação sobre isso seria prematuro", disse Barrett.

Sobrenatural

O pesquisador explica que muitas das crenças estão relacionadas com as características da mente humana.

De acordo com ele, em condições de desenvolvimento normal, a mente tem receptividade para crenças em deuses, a vida após a morte, e outras idéias comumente relacionadas à religião.

"A religiosidade é o estado natural. A falta de crença é relativamente não-natural e pouco comum", disse o pesquisador.

"Se os cientistas conseguirem explicar porque as pessoas tendem a acreditar em deuses e porque outras acreditam que não há deuses, certamente a presença de uma explicação científica não irá significar que você não deve acreditar em uma coisa ou outra, mas oferecerá possibilidades de explicação."

O novo projeto está vinculado ao Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolutiva da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

O projeto será desenvolvido em três anos e foi financiado pela Fundação John Templeton.

Esta matéria foi publicada na página da BBC Brasil em 20 de Maio, 2008 -- 12h41 GMT (09h41 Brasília):
http://www.bbc.co.uk/
portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080520_religiaopesquisaoxford_np.shtml

Dois fatos extraordinários neste Domingo, 25/05/2008

'Le Grand Saut'
Trata- se de um salto em queda livre a ser realizado pelo paraquedista Francês Michel Fournier sobre as planícies desertas e não habitadas de Saskatchewan, no Canadá setentrional.
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Ele subirá em um balão especial de onde saltará de uma altitude de 40 km! São quatro os recordes que poderá estabelecer:
  1. Recorde de altitude, em queda livre;
  2. Recorde de altitude, vôo humano em balão;
  3. Recorde de tempo, mais longa queda livre; e
  4. Recorde de velocidade, mais rápida queda livre.
Uma reportagem sobre o assunto foi publicada no Sábado, 24/05/2008, no jornal The New York Times, intitulada: 20-Year Journey for 15-Minute Fall. O acesso é pela URL: http://www.nytimes.com/
2008/05/24/sports/othersports/24jump.html?pagewanted=all

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Brasileiro comanda missão da sonda marciana Phoenix, lançada no ano passado:
O outro fato de elevada tensão emocional ocorrerá com o previsto pouso na superfície de Marte da sonda Phoenix, lançada pela Nasa em Agosto de 2007 para realizar análises, especialmente de gelo, na superfície marciana.

24/05/2008 - 14h51, folha online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u404982.shtml

Nasa tenta pousar sonda em Marte com brasileiro no comando

Este domingo (25) será marcado por tensão na Nasa (agência espacial norte-americana). Após um investimento de mais de US$ 450 milhões e uma viagem de 679 milhões de quilômetros feita em quase dez meses, a sonda Phoenix estará pronta para pousar em Marte e investigar as características da água e outros materiais existentes no pólo norte do planeta.

Entre os comandantes do procedimento --de alto risco-- está o brasileiro Ramon de Paula, chefe dessa missão na agência espacial.

O engenheiro está nos Estados Unidos desde 1969, quando tinha 17 anos de idade. Foi acompanhar o pai, oficial da Força Aérea Brasileira, que foi trabalhar na Comissão Aeronáutica Brasileira, em Washington. De Paula estudou engenharia eletrônica e depois fez especialização em engenharia nuclear. Trabalhou no JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) --o grande berçário de tecnologias da Nasa-- e está no "quartel general" da agência espacial, em Washington, desde 1989. Comanda missões para Marte desde 2000.

Para o pouso deste domingo, que deve ocorrer por volta das 20h30 no horário de Brasília, a apreensão é grande em razão das dificuldades no procedimento: prova disso é que menos de 50% das sondas que tentaram pousar em Marte obtiveram sucesso até hoje. E a Nasa não consegue pousar uma sonda ali utilizando motores retropropulsores --a tecnologia utilizada pela Phoenix-- desde 1976.


Em 1999, a sonda Mars Polar Lander se perdeu após tentar chegar ao solo do planeta. "Não descemos com esse tipo de pouso há 32 anos. Isso cria uma grande expectativa, ansiedade, preocupação", afirmou de Paula à Folha Online.

Para que o procedimento tenha sucesso, uma conjunção de fatores tem de se concretizar. A nave vai chegar à atmosfera com uma velocidade de 5,7 quilômetros por segundo que, em cerca de seis minutos e meio, será reduzida para 2,4 quilômetros por segundo antes de tocar o solo. Para isso, vai utilizar a fricção atmosférica de Marte, depois um pára-quedas e motores retropropulsores.

Depois, a preocupação será analisar se a Phoenix conseguiu abrir corretamente os seus painéis solares, necessários para fornecimento de energia e recarregagem das baterias --qualquer rocha com mais de meio metro nas redondezas pode atrapalhar essa abertura.

Deve demorar cerca de 15 minutos até que o controle da missão em terra comece a receber os sinais de rádio da sonda, em formato UHF, que permitirão analisar se o procedimento foi feito corretamente. Segundo de Paula, neste momento, o máximo que os profissionais poderão fazer é torcer. Isso porque a Phoenix é praticamente autônoma --o tempo máximo para fazer ajustes é um período entre quatro e seis horas antes do pouso.

Missão no gelo

Se tudo ocorrer conforme o planejado, a sonda vai ficar em operação por 90 dias. Durante esse período, vai analisar a camada de gelo existente na superfície de Marte por meio de um braço robótico. O equipamento deve perfurar o gelo até o solo e trazer amostras que serão analisadas por instrumentos localizados na própria sonda. Entre eles estão câmeras e microscópios, além de outros equipamentos de análise.

Ao estudar as condições e as origens da água no local, a Phoenix vai procurar por outras condições propícias para a vida no planeta, como compostos orgânicos. A sonda é capaz de coletar pequenas quantidades desses compostos e identificá-los. As duas naves Viking, da Nasa, que chegaram à Marte em 1976, não detectaram a existência desses compostos.

Para a Nasa, estudar a água em Marte é chave para descobrir respostas importantes, como se o planeta já teve vida. Segundo a agência, os pesquisadores também podem descobrir maiores informações sobre o processo de mudança climática. "Estamos cientes dos riscos e das dificuldades [da missão]. Mas achamos que é importante entender o Pólo Norte de Marte, saber o que aconteceu com a água, com o clima, como ele mudou. Isso pode beneficiar a gente aqui na Terra", afirma o executivo da agência. As primeiras análises devem sair em cerca de um mês de missão.