segunda-feira, 3 de novembro de 2008

'Antigos e soltos', inéditos póstumos de Ana Cristina Cesar aos 25 anos de sua morte

IMS publica compilação com inéditos de Ana Cristina Cesar


Rio de Janeiro - 1982
Registro familiar




O Instituto Moreira Sales (IMS) lançou no último dia 29 de Outubro Antigos e soltos, compilação com escritos inéditos da carioca Ana Cristina Cesar (1952-1983).

A data marca o aniversário de 25 anos de morte da poeta e reuniu no IMS/RJ uma mesa- redonda com Armando Freitas Filho, Clara Alvim e Viviana Bosi, responsável pela organização do livro.

O encontro também contou com a declamação de poemas de Ana Cristina nas vozes dos escritores Antonio Cícero, Claudia Roquette-Pinto, Francisco Alvim, Eucanaã Ferraz e Angela Melim.

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Verbete na Wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Cristina_C%C3%A9sar

Ana Cristina Cruz Cesar (Rio de Janeiro, 2 de junho de 1952 — Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1983), ou ainda simplesmente Ana C., filha de Waldo Aranha Lenz Cesar e Maria Luiza Cesar, nasceu em família culta de classe média e protestante, numa década de 1950 quase bucólica do Rio de Janeiro. Criou-se entre Niterói, Copacabana e os jardins do velho Bennet. É uma das principais poetas da geração mimeógrafo ou da chamada literatura udigrudi ou marginal dos anos 1970.

Vida

Começou a escrever ainda criança - antes mesmo de ser alfabetizada, aos 4 anos, ditava poemas para que a mãe os escrevesse. A escrita sempre lhe dominou a vida. Em 1969, viaja à Inglaterra em intercâmbio e passa um período em Londres, onde trava contato com a literatura em língua inglesa. Quando volta da Inglaterra, Emily Dickinson (Estados Unidos), Sylvia Plath (Estados Unidos) e Katherine Mansfield (Nova Zelândia) na mala, dedica-se a escrever, traduzir e entra para a Faculdade de Letras da PUC do Rio, aos 19 anos.

Começa a publicar poemas e textos de prosa poética na década de 1970 em coletâneas, revistas e jornais alternativos. Seus primeiros livros, Cenas de Abril e Correspondência Completa, são lançados em edições independentes. As atividades não param: pesquisa literária, um mestrado em comunicação na UFRJ, outra temporada na Inglaterra para um mestrado em tradução literária (na Universidade de Essex), em 1980, e a volta ao Rio, onde publicou Luvas de Pelica, escrito na Inglaterra.

Em suas obras, mantém uma fina linha entre o ficcional e o autobiográfico.

Suicidou-se, atirando-se do apartamento dos pais.


Principais obras

Poesia

Crítica

  • Crítica e Tradução - (1999)

Variados


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Fui contemporâneo da Ana Cristina Cesar na PUC/RJ quando então cursava graduação em física (1971- 1974).

Não tive amizade com ela, mas a conhecia de uma breve convivência coletiva no Departamento de Letras da PUC, onde cheguei a cumprir uma disciplina de Inglês durante um semestre letivo.

Admirava sua beleza, seu jeito de ser, mas só a via muito esporadicamente.

Sabia que se tratava de uma pessoa culta e que escrevia poesias (acho que uma colega comum me falou isso), mas nunca tive oportunidade de conhecê-la pessoalmente.

Quando realizava o mestrado na Unicamp, deparei- me com o lançamento do livro da Heloísa Buarque, em que a Ana Cristina Cesar integra o grupo dos 26 poetas escolhidos como representativos de meados dos anos 1970.

Comprei- o imediatamente e o releio até hoje.

Os versos da Ana lá contidos sempre me trazem à lembraça sua imagem inesquecível.

Eis uma pessoa que lamento profundamente não ter tido a chance de desenvolver uma amizade.

Destaco aqui, desta antologia da Heloísa, uma participação da Ana Cristina Cesar, como uma forma de homenageá- la: (fico devendo a postagem agora)

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