domingo, 14 de dezembro de 2008

Duas exposições fotográficas em Madri exibem fotos históricas da Revolução Cubana

13/12/2008 - 15h52

Mostras em Madri exibem fotos históricas da Revolução Cubana

http://diversao.uol.com.br/ultnot/bbc/2008/12/13/ult2242u1802.jhtm

Duas exposições inauguradas em Madri marcam os 50 anos da chegada de Fidel Castro ao poder em Cuba e contam os passos da revolução em documentos fotográficos.

A mostra "Korda, O Desconhecido" abriu na última quinta-feira um baú de recordações de Alberto Korda, o fotógrafo mais famoso da Revolução Cubana.

Em 200 imagens, a exposição da Casa de América de Madri percorre trajetórias históricas, pessoais e artísticas do fotógrafo cubano, autor de mais de 10 mil imagens, entre elas algumas das mais famosas da história cubana.

Korda entrou também para a história da fotografia mundial pela conhecidíssima foto de Ernesto Che Guevara, um dos líderes da revolução, em um palanque, em 1960, durante um discurso em que Fidel Castro declama: "Pátria ou morte".

A imagem, que virou ícone no século passado, foi divulgada em 1967, após a morte de Che Guevara. Nos seis primeiros meses de circulação, foram vendidas 1 milhão de cópias da foto.

"Mas além de ser o autor da fotografia mais famosa, Korda se deu ao luxo de ser um mestre nesse mundo efervescente e cheio de tentações que é a moda", disse a curadora da mostra, Cristina Vives, à BBC Brasil. "Essa exposição é uma viagem sobre a obra mais completa dele."

Alberto Korda
Alberto Korda entrou para a história da fotografia mundial pela conhecidíssima foto de Che Guevara, um dos líderes da Revolução Cubana, em um palanque, em 1960

Cotidiano
A outra exposição, "Olhares Reveladores", reúne 65 imagens em preto e branco de fotógrafos que acompanharam a entrada das forças revolucionárias em Havana e a conseqüente derrubada do presidente Fulgencio Batista, que deixou o país no mesmo dia.

A primeira parte da mostra revela o cotidiano de Ernesto Che Guevara e Fidel Castro preparando as estratégias militares no acampamento das montanhas de Sierra Maestra (último refúgio antes da entrada nas cidades).

Já a segunda exibe a reação popular e a recepção aos líderes. Fidel aparece ao lado do escritor americano Ernest Hemingway, enquanto cubanos nas ruas mostram cartazes que anunciam o fim das relações com os Estados Unidos.

A exposição, aberta nesta sexta-feira, 12 de dezembro, na Escola de Fotografia de Madri, foi descrita pela diretora do Arquivo Fotográfico Nacional de Cuba, Loudes Socorrás, como "uma expressão artística histórica".

"Os fotógrafos captaram o essencial no momento e lugar onde estavam, cada um com sua maneira peculiar de ver e enquadrar o momento decisivo", afirmou Socorrás.

"Foi a expressão artística mais representativa da revolução em seu nascimento", define a cubana no prólogo da mostra.

Propaganda
Para o curador da exposição, Diego Caballos, o momento foi também o da descoberta da propaganda política.

Na opinião de Caballos, Fidel Castro e Che Guevara entenderam que a divulgação dos passos da revolução serviria como uma estratégia publicitária gratuita.

"Os fotógrafos registravam tudo: (os líderes) comendo, lendo, dormindo ou discutindo", diz o curador. "Principalmente como eram recebidos nas aldeias quando iam avançando."

"Tudo era transmitido pelas agências internacionais", acrescenta. "E Fidel Castro e o Che perceberam o que significava aquela propaganda diante do mundo", completou Caballos em nota à imprensa para a apresentação da exposição.

A mostra "Olhares Reveladores" ficará aberta ao público até o dia 20 de Janeiro de 2009, e "Korda, O Desconhecido" termina cinco dias mais tarde.

Fotos históricas dos líderes da Revolução Cubana (transfira o endereço abaixo ao browser e veja album):
http://diversao.uol.com.br/album/bbc/
revolucao_cubana_album.jhtm?abrefoto=1

sábado, 13 de dezembro de 2008

Por que acreditar em Deus?

Tudo indica que o século XXI trará à cena mundial um novo movimento social, o dos ateístas.

O objetivo desse movimento global é alertar as pessoas não só para a inutilidade, mas também para o potencial nocivo da religião, e conclamar a população mundial à idéia de que não há razão para se acreditar na existência de um ou vários deuses, muito menos para se dispender tempo precioso em rituais religiosos.

Os novos ateus se organizam, assumem posições radicais e pensam que um outro mundo, sem religião, é possível. Para eles, é possível atingir a plena felicidade na total ausência de religião.

Pela primeira vez no mundo, surge na mídia registros de manifestações ateístas públicas nos Estados Unidos (em outdoors e em anúncios nos ônibus) e Grã- Bretanha (em anúncios nos ônibus).

Outdoor em Washington, D.C., Dezembro 2008:
"Na estação que se aproxima, que possa prevalecer a razão desde o solistício de inverno.
Não há deuses, demônios, anjos, qualquer paraíso ou inferno.
Há apenas o mundo natural, o deslumbrante universo em que viajamos e vivemos.
A religião não passa de mito e superstição que endurece os corações e escraviza as mentes."

Em 200 ônibus de Washington, no início de Dezembro, 2008, frases como esta difundem o ateísmo:
"Why believe in a god? Just be good for goodness' sake."
Em tradução livre: "Por que acreditar em um deus? Apenas seja bom por causa da bondade."

Doações de 130 mil libras, a partir de um anúncio de jornal, sustentam similar campanha em Londres, onde os ônibus trazem mensagens como:
"There's probably no god. Now stop worrying and enjoy your life."
Em tradução livre: "Não há provavelmente nenhum deus. Agora, pare de se preocupar e aproveite sua vida."

No Brasil, já há alguns anos, uma canção muito popular já tratava do tema de forma antológica:
If I want to talk with God
(By Gilberto Gil, brazilian composer and musician; see lyrics below)
Gilberto Gil recently reseningned his post of Ministry of Culture of Brazil to dedicate himself to his musician career.

Hot tip: You can sing this song with a PC karaoke player!
With Microke you can sing Gilberto Gil songs and much more
See www.microke.com for details.

Se eu quiser falar com Deus/ If I want to talk with God (By Gilberto Gil)
Se eu quiser falar com Deus/ If I want to talk with God
Tenho que ficar a sós/ I have to stay alone
Tenho que apagar a luz/ I have to turn off the light
Tenho que calar a voz/ I have to shut up the voice
Tenho que encontrar a paz/ I have to meet the peace
Tenho que folgar os nós/ I have to loose the knots
Dos sapatos, da gravata/ Of the shoes, of the necktie
Dos desejos, dos receios/ Of the wishes, of the fears
Tenho que esquecer a data/ I have to forget the date
Tenho que perder a conta/ I have to lose the account
Tenho que ter mãos vazias/ I have to have empty hands
Ter a alma e o corpo nus/ Have the soul and body naked
Se eu quiser falar com Deus/ If I want to talk with God
Tenho que aceitar a dor/ I have to accept the pain
Tenho que comer o pão/ I have to eat the bread
Que o diabo amassou/ That the devil kneaded
Tenho que virar um cão/ I have to turn a demon
Tenho que lamber o chão/ I have to lick the ground
Dos palácios, dos castelos/ Of the palaces, the castles
Suntuosos do meu sonho/ Sumptuous (palaces, castles) of my dream
Tenho que me ver tristonho/ I have to see me unhappy
Tenho que me achar medonho/ I have to think of me as awful
E apesar de um mal tamanho/ And nevertheless so great an evil
Alegrar meu coração/ I have to make my heart happy
Se eu quiser falar com Deus/ If I want to talk with God
Tenho que me aventurar/ I have to risk myself
Tenho que subir aos céus/ I have to ascend to the skies
Sem cordas pra segurar/ Without strings to secure
Tenho que dizer adeus/ I have to tell goodbye
Dar as costas, caminhar/ Give the backs, to walk away
Decidido, pela estrada/ Decided, by the road
Que ao findar vai dar em nada/ That in the end goes to nothing
Nada, nada, nada, nada/ nothing, nothing, nothing, nothing
Nada, nada, nada, nada/ nothing, nothing, nothing, nothing
Nada, nada, nada, nada/ nothing, nothing, nothing, nothing
Do que eu pensava encontrar/ Of what I thought to meet
Se eu quiser falar com Deus.../ If I want to talk with God...

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sábado, 15 de novembro de 2008

Uma discussão profissional sobre o aborto

Aborto

É justo, sob o ponto de vista moral, interromper uma gravidez?

Carlos Alberto Pessoa Rosa*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
http://educacao.uol.com.br/filosofia/ult1698u34.jhtm

É inquestionável a pressão que existe pró-aborto, principalmente por parte das mulheres - duas vezes vítimas dos valores morais. Teriam elas o direito de vida e morte sobre o ser que estão concebendo? O valor de um ser em concepção é idêntico ao do ser já existente? Devemos investir no direito ao pleno desenvolvimento de um ser que já existe, controlando a natalidade, de preferência com métodos não abortivos - mas até com eles, se necessário -, ou devemos fechar os olhos à triste realidade da superpopulação, da miséria, e dos crimes cometidos contra os mais fracos - sejam velhos, doentes ou crianças vítimas da fome?

Quando começa a vida?

Ao considerarmos o aborto a interrupção de uma vida, duas questões se colocam: que vida é essa e onde ela começa? Diante do problema, Aristóteles dividiu o conceito de vida em três estágios:

  • o da vida nutritiva, comum a todos os seres vivos, que no caso humano já existe quando o sêmen, diante da coagulação sanguínea feminina, produz um embrião;
  • a vida sensível, partilhada pelos homens e outros animais, menos pelos vegetais;
  • a vida racional, quando, depois de 40 dias da concepção para o homem e 90 dias, para a mulher, o racional entraria no embrião.


Para Aristóteles é a presença concomitante das três formas de vida que nos permite afirmar a existência de um ser humano.

O cristianismo, através de São Tomás de Aquino, incorporou as idéias do filósofo, mas, pela impossibilidade de a ciência precisar o momento da entrada do racional no embrião, a Igreja optou por considerá-lo pessoa humana desde a fecundação, o que passou a ser a base da doutrina oficial católica.

Embriões e fetos

Recentemente, manipular embriões em laboratório permitiu descobrir que eles não são um simples agregado de células, mas que é possível saber, vinte e quatro horas após a fecundação, como as células vão se diferenciar. Séculos se passaram e não temos como determinar onde se inicia a vida, o que esquenta a discussão ética e jurídica sobre a utilização de embriões - aqui, fora do útero - pela ciência.

Alguns autores, extremamente contrários ao aborto, consideram que não há diferença entre um embrião, um feto ou um recém-nascido, como podemos verificar na opinião de J. Harris:

"... Eu espero que tenhamos alcançado o ponto no qual ficará claro que os recém-nascidos, os bebês, os neonatos têm, qual seja, o status moral dos fetos, embriões e zigotos. Se o aborto é justificável, também o é o infanticídio (...)"

O aborto e o coito interrompido são os métodos de controle de natalidade mais utilizados principalmente nos países mais pobres, como é o caso da América Latina e África. Logicamente, o coito interrompido, pela ineficiência do método, leva um maior número de mulheres à gravidez indesejada e, conseqüentemente, ao aborto, perpetuando o problema.

Classificando o aborto

Quanto à interrupção da gravidez, ela pode ser:

  • eugênica, como a praticada pelos nazistas que obrigaram as mulheres judias, ciganas e negras a abortarem - esta é a única forma que não leva em conta a vontade da gestante ou do casal;
  • terapêutica, para salvar a vida da gestante;
  • seletiva, para interromper gravidez quando da ocorrência de malformações fetais (por exemplo, em casos de anencefalia, quando o feto não tem cérebro);
  • voluntária, em nome da autonomia reprodutiva, quando não se deseja a gravidez, nos casos de estupro ou de uma relação consensual.


No Brasil, até muito recentemente o aborto era legal apenas em casos de estupro e para salvar a mãe. Data de 2005 a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de legalizá-lo também nos casos de anencefalia. Mesmo assim, estimou-se que o total de abortos induzidos em 1991 foi de 1.443.350 na faixa de 15 a 49 anos. Recorrer ao aborto torna-se cada vez mais freqüente entre as jovens que engravidam mais precocemente.

Em função da ilegalidade, recorre-se ao aborto clandestino, o que condena muitas mulheres à morte pelas complicações infecciosas e hemorrágicas. Na zona rural da América Latina, apenas 5% das mulheres que vivem no campo são assistidas por médicos quando do aborto. Entre as mulheres pobres urbanas 19%, chegando a 79% entre as mulheres urbanas de renda superior.

Liberdade ou transcendência


A discussão sobre o aborto passa por dois extremos: de um lado, os que defendem a ética da prática a partir do princípio de liberdade, e de outro, os que afirmam a transcendência do ser humano. Para os primeiros, a autonomia é o determinante ético maior, devendo-se respeitar a decisão do casal ou da mulher sobre o aborto, independentemente do motivo. Para os segundos, fundamentados na dimensão transcendental, a santidade da vida é o determinante ético maior, devendo-se considerar o aborto um crime.

Os debates acaloram-se, principalmente nos países pobres, onde a Igreja ainda tem um peso importante nas decisões. A realidade nesses países não só limita o poder de decisão individual em função das condições de vida impostas pelo Estado, em geral ineficaz e corrupto, como também joga as mulheres na clandestinidade do aborto que, realizado por não médicos, aumenta o risco de morte.

Abortos clandestinos

A clandestinidade abortiva é uma difícil realidade praticada no traseiro ou no centro das cidades. Quanto mais pobre a mulher, mais próxima da promiscuidade, da falta de cuidado, da utilização de instrumentos inadequados e de substâncias tóxicas, maior seu risco de morte. É de conhecimento geral que a mortalidade de mulheres que praticam o aborto é muito alto nos países onde ele é proibido.

E o que fazemos? Ao invés de educarmos para a vida, mantemos milhões no analfabetismo e na ignorância. Pior, negamos aos miseráveis o direito ao saber, à consciência dos riscos impostos pelo ato, à oportunidade de ser ouvido e encontrar soluções menos violentas. Contra ou a favor, a realidade está posta... A única certeza: a clandestinidade abortiva é patogênica.

É dever da sociedade, através de políticas eficientes, democratizar o direito à dignidade humana e oferecer instituições de acolhimento em estruturas especializadas que orientem as mulheres quanto aos métodos de controle de natalidade, permitindo-lhes suporte psicológico e social quando grávidas, para que exerçam seu direito de decidir ou não pelo aborto. Não podemos abandoná-las ao deus-dará. Não é ético, não é moral, não é justo.
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*Carlos Alberto Pessoa Rosa é médico e escritor, membro da Sociedade Brasileira de Bioética. Contato: meiotom@uol.com.br

sábado, 8 de novembro de 2008

Álbum de fotografias da filmografia de James Bond, o agente 007

A propósito do lançamento do filme "007 - Quantum of Solace" (2008), de Marc Foster, uma jornada sangrenta em busca de vingança que marca o retorno de Daniel Craig no papel de James Bond e a estréia da atriz ucraniana Olga Kurylenko, veja no link abaixo um álbum de fotos da filmografia desse personagem de Ian Fleming ao longo do tempo:
http://cinema.uol.com.br/album/james-bond_album.jhtm?abrefoto=2

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

'Antigos e soltos', inéditos póstumos de Ana Cristina Cesar aos 25 anos de sua morte

IMS publica compilação com inéditos de Ana Cristina Cesar


Rio de Janeiro - 1982
Registro familiar




O Instituto Moreira Sales (IMS) lançou no último dia 29 de Outubro Antigos e soltos, compilação com escritos inéditos da carioca Ana Cristina Cesar (1952-1983).

A data marca o aniversário de 25 anos de morte da poeta e reuniu no IMS/RJ uma mesa- redonda com Armando Freitas Filho, Clara Alvim e Viviana Bosi, responsável pela organização do livro.

O encontro também contou com a declamação de poemas de Ana Cristina nas vozes dos escritores Antonio Cícero, Claudia Roquette-Pinto, Francisco Alvim, Eucanaã Ferraz e Angela Melim.

***

Verbete na Wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Cristina_C%C3%A9sar

Ana Cristina Cruz Cesar (Rio de Janeiro, 2 de junho de 1952 — Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1983), ou ainda simplesmente Ana C., filha de Waldo Aranha Lenz Cesar e Maria Luiza Cesar, nasceu em família culta de classe média e protestante, numa década de 1950 quase bucólica do Rio de Janeiro. Criou-se entre Niterói, Copacabana e os jardins do velho Bennet. É uma das principais poetas da geração mimeógrafo ou da chamada literatura udigrudi ou marginal dos anos 1970.

Vida

Começou a escrever ainda criança - antes mesmo de ser alfabetizada, aos 4 anos, ditava poemas para que a mãe os escrevesse. A escrita sempre lhe dominou a vida. Em 1969, viaja à Inglaterra em intercâmbio e passa um período em Londres, onde trava contato com a literatura em língua inglesa. Quando volta da Inglaterra, Emily Dickinson (Estados Unidos), Sylvia Plath (Estados Unidos) e Katherine Mansfield (Nova Zelândia) na mala, dedica-se a escrever, traduzir e entra para a Faculdade de Letras da PUC do Rio, aos 19 anos.

Começa a publicar poemas e textos de prosa poética na década de 1970 em coletâneas, revistas e jornais alternativos. Seus primeiros livros, Cenas de Abril e Correspondência Completa, são lançados em edições independentes. As atividades não param: pesquisa literária, um mestrado em comunicação na UFRJ, outra temporada na Inglaterra para um mestrado em tradução literária (na Universidade de Essex), em 1980, e a volta ao Rio, onde publicou Luvas de Pelica, escrito na Inglaterra.

Em suas obras, mantém uma fina linha entre o ficcional e o autobiográfico.

Suicidou-se, atirando-se do apartamento dos pais.


Principais obras

Poesia

Crítica

  • Crítica e Tradução - (1999)

Variados


***

Fui contemporâneo da Ana Cristina Cesar na PUC/RJ quando então cursava graduação em física (1971- 1974).

Não tive amizade com ela, mas a conhecia de uma breve convivência coletiva no Departamento de Letras da PUC, onde cheguei a cumprir uma disciplina de Inglês durante um semestre letivo.

Admirava sua beleza, seu jeito de ser, mas só a via muito esporadicamente.

Sabia que se tratava de uma pessoa culta e que escrevia poesias (acho que uma colega comum me falou isso), mas nunca tive oportunidade de conhecê-la pessoalmente.

Quando realizava o mestrado na Unicamp, deparei- me com o lançamento do livro da Heloísa Buarque, em que a Ana Cristina Cesar integra o grupo dos 26 poetas escolhidos como representativos de meados dos anos 1970.

Comprei- o imediatamente e o releio até hoje.

Os versos da Ana lá contidos sempre me trazem à lembraça sua imagem inesquecível.

Eis uma pessoa que lamento profundamente não ter tido a chance de desenvolver uma amizade.

Destaco aqui, desta antologia da Heloísa, uma participação da Ana Cristina Cesar, como uma forma de homenageá- la: (fico devendo a postagem agora)

domingo, 2 de novembro de 2008

Banda larga cordel

O ex- ministro da cultura do Brasil, Gilberto Gil, volta às suas atividades como cantor e compositor com show cuja mensagem é a necessidade urgente da inclusão digital. A música título é "Banda larga cordel".

Veja video:
http://tvuol.uol.com.br/#view/id=metropolis--entrevista-com-gilberto-gil-
04023464D4B12326/user=92db81ral8qx/date=2008-10-31&&list/
type=all/name=Todos%20os%20v%EDdeos/edFilter=all/sort=mostRecent/

Conheça mais sobre a vida e a obra de Gilberto Gil em www.gilbertogil.com.br

Barack Obama é o cara!

Com um adversário como John McCain, não é difícil ser o eleito, desde que se aja honestamente.

sábado, 18 de outubro de 2008

Três físicos compartilham Prêmio Nobel 2008

Prêmio Nobel de física 2008: Leia artigo publicado no boletim da Sociedade Brasileira de Física sobre o assunto:

V. Pleitez: A física de partículas elementares e os Prêmios Nobel de 2008

http://www.sbf1.sbfisica.org.br/boletim/lemensagem1.asp?msg=103

Uma outra matéria relevante, bastante informativa, sobre este assunto, foi publicada no jornal 'The New York Times'. Acesse no endereço:

http://www.nytimes.com/2008/10/08/science/08nobel.html

Capitalismo esgarçado

2008 está sendo um ano para dar valor às idéias de Karl Marx sobre o capitalismo. Mais ainda, tem sido o ano que está demonstrando à humanidade a falácia que é o neoliberalismo tão valorizado no Ocidente a partir da era Reagan- Thatcher. Capitalismo, neoliberalismo, mais que crueldades imputadas à população em geral, especialmente quando mal gerenciados, só pode dar nisso: dinheiro público ser usado pelos governos para socorrer empresas que se mostraram incompetentes para administrar grandes volumes de dinheiro. Agora sabemos que a moeda de um dólar não está só furada, mas também a cédula de cem dólares está completamente esgarçada. Ambos não são mais aceitos na sua integridade. Mas o problema é global pois foi assim tornado pela extensão das idéias neoliberais aos países periféricos, onde até encontrou ressonância por parte de líderes irresponsáveis e sem qualquer apego ao bem público nacional. As tais tenebrosas transações aconteceram inclusive no Brasil...

sábado, 12 de julho de 2008

Conversações sobre o aquecimento global deixam poucos objetivos concretos

The leaders of developed and developing countries were talking in Toyako, Japan this week:

Global warming conversations led to few concrete goals

The sobering reality behind the G-8 summit was that it ended without an agreement on firm targets.

By Andrew C. Revkin
Plubished by The New York Times, July 10, 2008. Access on the web:
http://www.nytimes.com/2008/07/10/science/earth/10assess.html?ref=science

terça-feira, 10 de junho de 2008

Em busca da virgindade perdida

Sociedade - Século XXI
A ilusão da virgindade como valor de vida
leva na Europa mulheres à himenoplastia.
É lamentável que em pleno século XXI
as mulheres ainda se sujeitem a um procedimento
tão preconceituoso e violento ao seu corpo e
à sua dignidade. As imposições para isso,
como afirma Sónia Morais Santos na primeira
reportagem abaixo, são de natureza moral,
cultural e religiosa. As pressões moral e
religiosa são inaceitáveis, porque agridem a
dignidade feminina de um modo sorrateiro,
subreptício e alienante; e a pressão cultural
deve ser compreendida no seu contexto histórico
e também combatida. Essa é uma prática em relação
à qual um país sério deve prover apoio social efetivo,
que possa auxiliar psicologica e até psiquiatricamente
as vítimas a se defenderem das pressões e ir ao ponto
de negociar com os algozes buscando aceitação, que as
libere de um procedimento cirúrgico tão humilhante.


Em busca da virgindade perdida
Lisboa, 21 de Maio, 2006
Diário de Notícias
http://dn.sapo.pt/2006/05/21/sociedade/em_busca_virgindade_perdida.html
por Sónia Morais Santos

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Operation Lets Muslim Women Reclaim Virginity

By ELAINE SCIOLINO and SOUAD MEKHENNET
To be published Wednesday, June 11, 2008, by The N. Y. Times
http://www.nytimes.com/2008/06/11/world/europe/11virgin.html?hp=&pagewanted=all

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domingo, 25 de maio de 2008

Danica Patrick, a mais popular em Indianapolis

New face of Indy Race
Danica Patrick may not be the best driver in the IndyCar Series, but she certainly seems to be the most popular.
Tom Strattman/Associated Press
Danica Patrick finished fourth in her first Indy 500
after making auto racing history by leading 19 laps.

INDIANAPOLIS 500
For Danica Patrick, the brickyard is her brickyard
Published this Sunday, May 25, 2008, in The New York Times:
http://www.nytimes.com/
2008/05/25/sports/othersports/25indy.html?8dpc=&pagewanted=all

Said about Danica:

“It helps everyone,” said Sarah Fisher, 27, who will be driving in her seventh Indy 500. “It helps the sport. It helps the sport grow and get into the mainstream. It helps the sport get an identity it couldn’t get otherwise.”

Tony George, the series founder, said Friday: “She’s captured the public’s attention. I don’t know if we do anything more than anyone else would do. We’re just fortunate that she’s in our series and wants to remain in our series.”

“I think if we would be shifting all of our marketing toward her, that would be a mistake,” Terry Angstadt, the president of the commercial division of the IndyCar Series, said last week. “But I think we would be absolutely crazy not to take full advantage of the attention she’s getting.”

Danica's words:

“I’m pretty girly outside the car,” she said.

“I am more interested in a candidate who does more things for the younger generation,” she said.

"Start a family with my husband (Paul Hospenthal) is not at the top of my priority list. But if life takes me that way, then it does,” she said.


Pretensão

A pretensão de criar um blog vem desde os tempos em que ouvi falar pela primeira vez da existência desse mass communication media. O maior empecilho, a causa de tanta demora, foi o fato de que não havia o computador pessoal, este do qual agora escrevo. Até recentemente, computador era um bem público para mim, pois dispunha tão somente daquele que a universidade onde trabalho como docente me concede. E pensava então que criar e manter um blog tinha de ser algo essencialmente doméstico, feito na paz de casa, no cantinho predileto. Bem, não sei se vou mudar de idéia a partir desse momento inaugural do blog, mas que há uma grande satisfação em estar fazendo isso como sonhado, cá isso é verdade.

Por que um blog? Bem, em primeiro lugar, dada minha condição de professor, sou daqueles que tem prazer em compartilhar o conhecimento adquirido, seja trabalhando ou entretendo, mas sempre com uma preocupação última em educar, tanto a mim quanto àqueles que me rodeiam. E o blog parece que vai aumentar o número dos que irão me rodear doravante. Não posso desprezar a utilidade que pode ter em relação à pesquisa, seja no que for, buscando sempre a melhoria da qualidade da vida, em todos os sentidos. Nem muito menos não pensar na possibilidade de servir como instrumento de solidariedade, de paz. Enfim, aberto aos mais amplos temas de discussão, pretendo que este blog sirva como instrumento de defesa e enriquecimento humanos.

Um projeto de pesquisa inédito

Cientistas querem descobrir mecanismos da crença religiosa
Mulher acende velas. Foto: AP
Grupo de Oxford pretende investigar os mecanismos da crença
Um novo projeto da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, pretende investigar as causas da popularidade da religião e os mecanismos da crença religiosa.

Inaugurado em fevereiro, o Cognition, Religion, and Theology Project (Projeto de Cognição, Religião e Teologia), quer identificar os fatores cognitivos que contribuem para a tendência generalizada que as pessoas têm de acreditar em Deus ou deuses.

Em entrevista à BBC Brasil, Justin Barrett, um diretores do projeto, afirmou que a pesquisa a ser desenvolvida pelo grupo será interdisciplinar, ou seja, contará com pesquisadores de áreas distintas como a antropologia, filosofia, teologia, entre outras.

"Além disso, pretendemos trabalhar com crenças religiosas de todo o tipo, em uma perspectiva cultural diversa – queremos investigar os mecanismos da crença em fantasmas, fenômenos sobrenaturais, etc.", disse Barrett.

O cientista ressaltou que, apesar de a crença religiosa ser tão difundida, a razão pela qual as pessoas possuem essas crenças ainda é pouco conhecida do ponto de vista científico e, principalmente, cognitivo.

"Se fala muito em o que é bom ou ruim, se a religião faz bem ou não, mas a realidade é que, da perspectiva científica, ainda há muito a ser estudado e poucas pesquisas. Portanto, qualquer afirmação sobre isso seria prematuro", disse Barrett.

Sobrenatural

O pesquisador explica que muitas das crenças estão relacionadas com as características da mente humana.

De acordo com ele, em condições de desenvolvimento normal, a mente tem receptividade para crenças em deuses, a vida após a morte, e outras idéias comumente relacionadas à religião.

"A religiosidade é o estado natural. A falta de crença é relativamente não-natural e pouco comum", disse o pesquisador.

"Se os cientistas conseguirem explicar porque as pessoas tendem a acreditar em deuses e porque outras acreditam que não há deuses, certamente a presença de uma explicação científica não irá significar que você não deve acreditar em uma coisa ou outra, mas oferecerá possibilidades de explicação."

O novo projeto está vinculado ao Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolutiva da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

O projeto será desenvolvido em três anos e foi financiado pela Fundação John Templeton.

Esta matéria foi publicada na página da BBC Brasil em 20 de Maio, 2008 -- 12h41 GMT (09h41 Brasília):
http://www.bbc.co.uk/
portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080520_religiaopesquisaoxford_np.shtml

Dois fatos extraordinários neste Domingo, 25/05/2008

'Le Grand Saut'
Trata- se de um salto em queda livre a ser realizado pelo paraquedista Francês Michel Fournier sobre as planícies desertas e não habitadas de Saskatchewan, no Canadá setentrional.
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Ele subirá em um balão especial de onde saltará de uma altitude de 40 km! São quatro os recordes que poderá estabelecer:
  1. Recorde de altitude, em queda livre;
  2. Recorde de altitude, vôo humano em balão;
  3. Recorde de tempo, mais longa queda livre; e
  4. Recorde de velocidade, mais rápida queda livre.
Uma reportagem sobre o assunto foi publicada no Sábado, 24/05/2008, no jornal The New York Times, intitulada: 20-Year Journey for 15-Minute Fall. O acesso é pela URL: http://www.nytimes.com/
2008/05/24/sports/othersports/24jump.html?pagewanted=all

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Brasileiro comanda missão da sonda marciana Phoenix, lançada no ano passado:
O outro fato de elevada tensão emocional ocorrerá com o previsto pouso na superfície de Marte da sonda Phoenix, lançada pela Nasa em Agosto de 2007 para realizar análises, especialmente de gelo, na superfície marciana.

24/05/2008 - 14h51, folha online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u404982.shtml

Nasa tenta pousar sonda em Marte com brasileiro no comando

Este domingo (25) será marcado por tensão na Nasa (agência espacial norte-americana). Após um investimento de mais de US$ 450 milhões e uma viagem de 679 milhões de quilômetros feita em quase dez meses, a sonda Phoenix estará pronta para pousar em Marte e investigar as características da água e outros materiais existentes no pólo norte do planeta.

Entre os comandantes do procedimento --de alto risco-- está o brasileiro Ramon de Paula, chefe dessa missão na agência espacial.

O engenheiro está nos Estados Unidos desde 1969, quando tinha 17 anos de idade. Foi acompanhar o pai, oficial da Força Aérea Brasileira, que foi trabalhar na Comissão Aeronáutica Brasileira, em Washington. De Paula estudou engenharia eletrônica e depois fez especialização em engenharia nuclear. Trabalhou no JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) --o grande berçário de tecnologias da Nasa-- e está no "quartel general" da agência espacial, em Washington, desde 1989. Comanda missões para Marte desde 2000.

Para o pouso deste domingo, que deve ocorrer por volta das 20h30 no horário de Brasília, a apreensão é grande em razão das dificuldades no procedimento: prova disso é que menos de 50% das sondas que tentaram pousar em Marte obtiveram sucesso até hoje. E a Nasa não consegue pousar uma sonda ali utilizando motores retropropulsores --a tecnologia utilizada pela Phoenix-- desde 1976.


Em 1999, a sonda Mars Polar Lander se perdeu após tentar chegar ao solo do planeta. "Não descemos com esse tipo de pouso há 32 anos. Isso cria uma grande expectativa, ansiedade, preocupação", afirmou de Paula à Folha Online.

Para que o procedimento tenha sucesso, uma conjunção de fatores tem de se concretizar. A nave vai chegar à atmosfera com uma velocidade de 5,7 quilômetros por segundo que, em cerca de seis minutos e meio, será reduzida para 2,4 quilômetros por segundo antes de tocar o solo. Para isso, vai utilizar a fricção atmosférica de Marte, depois um pára-quedas e motores retropropulsores.

Depois, a preocupação será analisar se a Phoenix conseguiu abrir corretamente os seus painéis solares, necessários para fornecimento de energia e recarregagem das baterias --qualquer rocha com mais de meio metro nas redondezas pode atrapalhar essa abertura.

Deve demorar cerca de 15 minutos até que o controle da missão em terra comece a receber os sinais de rádio da sonda, em formato UHF, que permitirão analisar se o procedimento foi feito corretamente. Segundo de Paula, neste momento, o máximo que os profissionais poderão fazer é torcer. Isso porque a Phoenix é praticamente autônoma --o tempo máximo para fazer ajustes é um período entre quatro e seis horas antes do pouso.

Missão no gelo

Se tudo ocorrer conforme o planejado, a sonda vai ficar em operação por 90 dias. Durante esse período, vai analisar a camada de gelo existente na superfície de Marte por meio de um braço robótico. O equipamento deve perfurar o gelo até o solo e trazer amostras que serão analisadas por instrumentos localizados na própria sonda. Entre eles estão câmeras e microscópios, além de outros equipamentos de análise.

Ao estudar as condições e as origens da água no local, a Phoenix vai procurar por outras condições propícias para a vida no planeta, como compostos orgânicos. A sonda é capaz de coletar pequenas quantidades desses compostos e identificá-los. As duas naves Viking, da Nasa, que chegaram à Marte em 1976, não detectaram a existência desses compostos.

Para a Nasa, estudar a água em Marte é chave para descobrir respostas importantes, como se o planeta já teve vida. Segundo a agência, os pesquisadores também podem descobrir maiores informações sobre o processo de mudança climática. "Estamos cientes dos riscos e das dificuldades [da missão]. Mas achamos que é importante entender o Pólo Norte de Marte, saber o que aconteceu com a água, com o clima, como ele mudou. Isso pode beneficiar a gente aqui na Terra", afirma o executivo da agência. As primeiras análises devem sair em cerca de um mês de missão.