Astronomia é das mais antigas dentre as ciências, também ainda das mais contemporâneas pelos surpreendentes resultados que obtém diariamente.
Há exatos 400 anos, o físico e astrônomo Italiano Galileu Galilei (que viveu de 1564 a 1642), usando de forma inédita um telescópio rudimentar, observou as manchas escuras sobre a superfície da Lua e identificou-as como mares.
Sua interpretação não estava correta, mas sua atitude deu origem a uma revolução na Astronomia.
Hoje, enviamos missões à Lua e descobrimos lá a existência de água.
No entanto, a despeito desses extraordinários avanços tecnológicos, muito acerca do Universo permanece desconhecido.
Os especialistas se deparam com uma miríade de surpresas em seu trabalho cotidiano, o que os leva a supor que no Universo elas acham-se meio que armazenadas.
Assim, eles têm indícios de que conhecemos somente 5% de toda a matéria existente.
Nos últimos 20 anos, mais que 350 planetas foram descobertos fora do nosso sistema solar, orbitando outras estrelas distintas do Sol, e há poucos meses pudemos apreciar via satélite as primeiras imagens deles.
Telescópios terrestres e espaciais exploram o Universo 24 horas por dia, e no entanto ele ainda permanece amplamente desconhecido.
A fim de auxiliar a humanidade a penetrar nos segredos do Universo, a Organização das Nações Unidas declarou 2009 o Ano Internacional da Astronomia.
Submetida pela Itália, a terra natal de Galileu, a iniciativa é conduzida pela Unesco e União Astronômica Internacional, que realizou em Agosto sua Reunião Anual no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.
Com o motto “O Universo para você descobrir” o Ano Internacional da Astronomia 2009 visa estimular interesse em Astronomia entre o público em geral e especialmente na juventude.
Atividades têm sido realizadas ao redor do mundo, muitas com uma visão de popularizar o conhecimento astronômico, bem como uma série de eventos projetados tanto para estimular a pesquisa quanto para disseminar o conhecimento científico.
Em termos de pesquisa científica, os principais tópicos discutidos têm sido os da matéria escura e energia escura. Dizem os cientistas:
“95% da energia total do universo não é visível no sentido que usualmente compreendemos, e assim as apelidamos de “matéria escura” e “energia escura.”
“Os cientistas inventaram a noção da 'energia escura' para explicar um surpreendente fenômeno descoberto há uma década – a aceleração da expansão do Universo. De acordo com a teoria mais amplamente aceita até então, o Universo tinha estado se expandindo desde o Big Bang e se contrairia em um Big Crunch (lê-se “cranch”), uma grande implosão. Hoje sabemos que esta teoria é falsa, no entanto ainda não é claro o que causa a aceleração.”
Em termos de popularização da ciência, o principal interesse para os especialistas é educar a juventude e ensinar astronomia na escola.
O mundo misterioso das estrelas e galáxias intriga fortemente as crianças.
Astronomia é um caminho excelente para ensinar a elas não somente sobre os fenômenos cósmicos, mas também matemática, física, óptica, química e mesmo biologia e ciência da computação.
A razão pela qual a Astronomia parece inacessível é porque ela não é suficientemente destacada nos currículos escolares.
A resultante ausência de conhecimento tem um impacto negativo: os cientistas ficam frequentemente frustrados, ao notarem que o obscurantismo algumas vezes prevalece sobre os fatos estabelecidos pela ciência.
Vamos pois incentivar nas escolas, nas ruas, nas praças, em casa, a aquisição de conhecimento sobre Astronomia, principalmente pelas crianças.
Ciclamio Leite Barreto, Novembro 2009

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