As mudanças climáticas são o assunto do momento.
Também pudera! O estrago que está para acontecer em um tempo relativamente
curto é imprevisível, por ser de abrangência global, intensidade inédita e
com inimagináveis desdobramentos para a vida no planeta.


Imagem eloqüente dos efeitos do aquecimento global
O apelo da reunião de cúpula sobre mudanças climáticas a ser realizada de
7 a 18 de Dezembro em Copenhague é o maior de todas as reuniões mundiais
prévias sobre a questão do preservação do meio ambiente.
Afinal, se não forem tomadas decisões urgentes, talvez muitas delas não
precisarão ser tomadas depois, pois pode não mais haver causa a defender.
Brasil, Estados Unidos, China e Índia já explicitaram propostas a serem levadas
Copenhague, cada uma a seu modo atendendo mais ou menos aos propósitos da
reunião.
Até Obama vai aproveitar a ida para receber o Prêmio Nobel da Paz e dar um
pulinho lá na reunião. Ou será o contrário?
Nota-se um sentimento mundial, inclusive no mundo corporativo, de que esta
é a hora do sacrifício, para não sacrificar a própria pele depois.
Mas, não basta que haja um acordo em Copenhague. Ele precisa ser cumprido.
O Protocolo de Kyoto foi um fiasco, mas sem ele já poderíamos ter 'perdido
o mato, só nos restando o cachorro...'
E é também evidente que ações no âmbito local são indispensáveis. Cada
país, cada região, cada estado ou província, cada município, precisa fazer
a sua parte.
É chegada a hora de atualizar as Agendas 21 que foram feitas, em todos os
níveis, sem a devida ênfase às questões relacionadas às mudanças
climáticas.
Por exemplo, cada município, cada estado, pode construir (para ontem, a
exemplo do Rio de Janeiro) uma política municipal, estadual, de mudanças
climáticas e intensificar campanhas, inclusive em parceria com empresas e
entidades da sociedade civil, junto à população para implementá-la,
mobilizando toda a sociedade.
Pode, inclusive, estabelecer metas periódicas de redução de emissões de
gases causadores do efeito estufa.
Para implementar uma política desse tipo é necessário contar com apoio
técnico especializado, especialmente no que concerne às mensurações para
fins de inventariar e monitorar tais emissões, especialmente de dióxido de
carbono, CO2.
As universidades, especialmente as públicas, e outros órgãos do município
ou do estado devem disponibilizar recursos humanos e materiais para este
fim junto aos governos municipais e estadual, que têm a obrigação de não
apenas serem receptivos, mas de promover políticas eficazes em defesa da
vida.
Enfim, se se queria uma crise para superar e aprender muito sobre a
natureza e a capacidade de trabalho conjunto da sociedade por uma causa
coletiva, aí está uma, a crise global das mudanças climáticas.
Se perdermos essa chance, talvez não seja possível contar a história.
Ciclamio Leite Barreto, 27 de Novembro, 2009.

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